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segunda-feira, 21 de março de 2011

FILMES PARA TRABALHAR AFRICANIDADES


FILMES

O FIO DA MEMÓRIA. 1991. 115 min. Documentário: Realizado de 1988 a 1991, no Estado do Rio de Janeiro, o filme procura condensar, em personagens e situações de presente, a experiência negra no Brasil, a partir de dois eixos: as criações do imaginário, sobretudo na religião e na música, e a realidade do racismo responsável pela perda de identidade étnica e pela marginalização de boa parte dos cerca de 60 milhões de brasileiros de origem africana.


Kirikú e a Feiticeira. 70 min. Público: crianças (da educação infantil ao ensino fundamental) e adolescentes. Diretor: Michel Ocelot. Desenho. Kirikú, um menino africano que nasceu para lutr e combater o mal, enfrenta o poder de Karabá, a feiticeira maldosa e seus guardiões. No decorrer da história, Kirikú descobre que a maldade da feiticeira é, na realidade, a expressão de uma grande dor, envolta em um mistério que ele ajuda a desvendar. Um desenho animado moderno, que fala a língua das crianças e apresenta belas lições sobre amor, generosidade, tolerância e as diversas maneiras de vencer a dor.

QUANDO CRIOULO DANÇA? 28 MIN. Público: adolescentes, jovens e adultos. Direção: Dilma Lóes. Documentário. Depoimentos, imagens e reportagens sobre o movimento negro no Brasil, nas décadas de 70 e 80. Um importante registro da luta política dos ativistas e ativistas negros na nossa sociedade.

Marcha Zumbi dos Palmares contra o racismo, pela cidadania e a vida (1695-1995). Público: adolescentes, jovens e adultos. Direção e roteiro: Edna Cristina, 1995. Documentário. Depoimento, imagens e reportagens sobre o movimento negro no Brasil pós 1970 e sobre a Marcha Zumbi dos Palmares contra o racismo, pela cidadania e a vida (1695-1995), realizada em Brasília, no dia 20 de novembro de 1995, em comemoração dos 300 anos da morte de Zumbi de Palmares.

QUILOMBO. Direção: Cacá Diegues. Brasil, 1984. Sinopse: num engenho de Pernambuco, por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela e ruma ao Quilombo dos Palmares, onde existe uma nação de ex-escravos fugidos que resiste ao cerco colonial, entre eles Ganga Zumba, um príncipe africano. Tempos depois, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contesta as ideias conciliatórias de Ganga Zumba e enfrenta o maior exército jamais visto na história colonial brasileira.

VISTA A MINHA PELE. Joel Zito Araújo & Dandara. Brasil, 2004. Sinopse: é uma paródia da realidade brasileira, para servir de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala de aula. Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados.

ALÉM DE TRABALHADOR, NEGRO. Direção: Daniel Brazil, Brasil, 1989. Sinopse: Filme didático, que apresenta a trajetória do negro brasileiro da abolição até os dias atuais.

UM GRITO DE LIBERDADE. Direção: Richard Attenborough, 1987. Sinopse: Sobre a luta conra o apartheid, na África do Sul, enfocada sob o ponto de vista de um homem branco e de um negro.

NA ROTA DOS ORIXÁS. Direção: Renato Barbieri. Sinopse: O documentário apresenta a grande influência africana na religiosidade brasileira, mostra a origem das raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou candomblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas.

QUASE DOIS IRMÃOS. Direção Lucia Murat, Brasil, 2005. Sinopse: Retrata as diferenças raciais vividas entre prisioneiros brancos (presos políticos) e negros (presos comuns) no presídio da Ilha Grande, nos anos 70. Miguel é um Senador da República que visita seu amigo de infância Jorge, que se tornou um poderoso traficante de drogas do Rio de Janeiro, para lhe propor um projeto social nas favelas. Retrata o abismo entre brancos e negros na sociedade brasileira.

QUANTO VALE OU É POR QUILO? Direção Sergio Bianci, Brasil, 2005. Sinopse: Filme de ficção, baseado num conto de Machado de Assis. O filme traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, focalizando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas. A ação se desenrola nesses dois períodos históricos, ao mesmo tempo. Ao traçar esse paralelo entre o século XIX e o tempo atual, o filme questiona até que ponto a estrutura da sociedade brasileira realmente mudou da época colonial até hoje

FILHAS DO VENTO. Uma lírica história de redenção amorosa entre irmãs, mães e filhas. Que enfrentam os fantasmas da escravidão e do racismo em uma pequena cidade de Minas Gerais. Direção: Joel Zito Araújo.2005, Brasil, 85 min., cor.

LADRÕES DE CINEMA, de Fernando Coni Campos. 1977, Brasil, 127 min, cor. Um grupo de Moradores de uma favela rouba um equipamento de filmagem de uma equipe americana durante um carnaval no Rio de Janeiro e resolve produzir um filme histórico.

O LEÃO DE SETE CABEÇAS, de Glauber Rocha. 1970, Itália, 95 min., cor. Nas palavras do próprio cineasta, trata-se de uma história geral do colonialismo euro-americano na África, buscando mostrar o ponto de vista do homem do Terceiro Mundo.

EU, UM NEGRO, de Jean Rouch. Jovens nigerianos emigram para a Costa do Marfim sentem-se desenraizados. Obra pioneira, que dá voz aos negros para falar sobre sua miséria, suas reivindicações e suas esperanças. 1959, França, 73 min., cor

GRANDES PENSADORES Índice da Edição 022 | Julho 2008


Índice da Edição 022 | Julho 2008

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

(RE) COMEÇAR

As vezes na vida, a gente é cercada por antíteses que tendem predominar no nosso comportamento. Num momento pensa-se estar cheios de amor, noutros cheios de rancor,alguns são de luz, outros de trevas,parece que o mundo vai desabar aos seus pés...
Bem, é nessa hora que achar que tudo está errado e que nada mais tem solução é natural. A vida perder o sentido e as coisas o significado é comum. Ter pés, mas não conseguir caminhar, tem lágrimas mas não conseguir chorar, tem coração mas não conseguir amar, tem fé mas não conseguir perdoar é fato.
Ao deparar nesse estado, começam as indagações e as respostas se perdem no vazio da dúvida...
Então, a incerteza bate a porta da emoção e mais uma vez (re)começa o conflito entre o bem e o mal, o bom e o ruim, o certo e o errado. É aí que aparece uma luz no fim do túnel na tentativa de apontar o culpado ou do inocente e é nesse momento que sempre querer estar entre o segundo tende a ser uma tentativa vã...
Somente nesse instante, tão somente nesse instante da caminhada ao parar para racionalizar e ver que não se pertence a nenhuma dessas:clic! ... Recobrar a consciência e nesta perceber que tornara-se vítima da própria condição e descobrindo-se vítima, começar a se libertar e encontrar as razões existenciais que outrora perdera...Quiçá sacudisse poeira das lembranças ruins... mas e as boas, não voariam juntas?

Zilma Franco, fevereiro,2011.

ONDE ABUNDOU O AMOR, SUPERABUNDOU A GRAÇA

ONDE ABUNDOU O AMOR, SUPERABUNDOU A GRAÇA

lindos e amados

lindos e amados
filhos